A revista "Tempo Livre" do Inatel, publicou na edição de Janeiro deste ano uma crítica ao "The Best Of-vol.1".Num texto pequeno, mas bem construido e sem "gafes", o responsável pela secção "boa vida-Músicas" decidiu destacar neste número a colectânea de sucessos dos Depeche Mode. Não deixa de ser curioso, pois esta revista provavelmente é lida por um público alvo estranho aos Depeche Mode.
Esta acaba por ser um pouco o reflexo da promoção que foi feita à colectânea, bem no seguimento das promoções anteriores, como já pudemos criticar aqui no blog.
Está certo que os Depeche Mode já não estão na fase das poses cheias de estilo para as revistas de teens, mas apresentam ao longo de toda uma carreira uma série de dotes invejáveis para explorar junto da geração que os viu crescer (que é agora a geração do trabalhador activo).
Certo que a altura em que saiu era a perfeita, antes de todas as outras compilações. Mas isso já as grandes "cabeças" dentro da EMI e da Mute o tinham pensado. Mas depois todo o trabalho dentro de cada País depende dos criativos que aí residem. Posters nas ruas e uma promoção fraquíssima nas rádios não é o suficiente. É necessário investir mais nesta banda que influencia qualquer estilo de música e que tem um passado de que poucos se podem gabar. Onde está este investimento? Não se vê. Prefere-se uma meia dúzia de miúdos a fazerem play-back tipo Milly Vanily, os quais ninguem reconhece mais daqui a um ou dois anos.
"Things Must Change".
Para quem queira ler o artigo, deixamo-lo aqui. Para quem tem a possibilidade de aceder à revista, poderá le-la na página 46, ao lado dos Beatles e dos Humanos.

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