E aqui está o prémio do ano da TV portuguesa: um sketch do gato fedorento!
Tudo o que os fãs podem desejar. Humor inteligente com a banda sonora do nosso grupo favorito!
Depois dos EMA, só mesmo este prémio para encher o nosso ego!
The Rainfall
Depois de um ano que se pode dizer bastante positivo, para os fans dos Depeche Mode em Portugal: Entrada directa do álbum para o primeiro lugar no top; o regresso a Portugal, treze anos depois, com um concerto no Pavilhão Atlântico completamente esgotado; imagens dos fans portugueses nos extras do dvd oficial; imagem de imprensa portuguesa no álbum remasterizado “Songs of Faith and Devotion”, só o que faltava, para ser um ano em grande, era o lançamento de um tributo português aos DM.
É do conhecimento dos fans, que existe várias bandas portuguesas, que já tocaram músicas dos Depeche Mode, inclusive uma que se dá pelo nome de ‘Astrobots’ que já fez várias actuações bastante boas em festas.
Com tantos tributos estrangeiros, os fans portugueses já mereciam.
Andy Fletcher terá sido entrevistado sobre o futuro dos DM, quando foi aos prémios EMA.
Parece que confirmou o que os fãs já sabiam: a banda está a tirar umas férias longas (um ano, segundo ele) e não foi tomada nenhuma decisão sobre o que irá acontecer depois (novo album ou material a solo).
Algo que não é novo no universo da banda. As especulações já começaram e já se fala de supostas edições de material inédito.
O que é novo é o Andy ir receber o prémio. E fê-lo muito bem, com um entusiasmo contagiante!
Aliás, pelo vistos, foi o único da banda que deve ter mostrado disponibilidade para ir receber o prémio. Daniel Miller lá estava, assim como Kessler. Mas parecia mal irem eles receber o prémio. Lá ficou esse "peso" para o Andy, que se está a tornar um pro nestas lides!
Finalmente os Depeche Mode foram galardoados na MTV.
É um momento que esperávamos há muitos anos. Apesar dos videoclips da banda terem passado ao longo de aproximadamente 20 anos, como o Andy diz, houve momentos altos e baixos. Os Depeche Mode nunca foram muito uma banda que explorasse interesses como outras, e talvez por pertençerem à Mute, uma pequena label internacional, também nunca conseguiram exercer pressão comercial como fazem as outras editoras. Por isso, os fãs da banda nunca viram os videos passar massivamente como os de uns Wham!, de uns New Kids On The Block, ou mais recentemente, de um Justin Timberlake.
Por isso, não é de estranhar que o Andy agradecesse tão entusiasmado aos fãs.
Ele sabe, mais que ninguém, que se os Depeche Mode existem, foi devido à visão e orientação de Daniel Miller e à devoção prestada pelos fãs.
Este prémio é isso mesmo: o reconhecimento de uma banda feita pelos seus fãs, ao longo de 26 anos de altos e baixos (com duas baixas significativas – Vince e Alan), algo que a indústria musical foi incapaz de fazer ao longo da sua existência.
Será que haverá alguma alteração na maneira de a EMI encarar a promoção do material dos DM? Não vi nada na TV até agora… pareçe que a (pequena) mentalidade mantem-se. Estamos a desperdiçar uma oportunidade excepcional de promover a banda nos media.
Para todos aqueles que fizeram este momento ao clickarem fezes sem conta no site da MTV: parabéns.
À industria discográfica: toma lá!
No outro dia, estava eu numa pastelaria a saborear o meu café e a percorrer com os olhos as revistas expostas. Procuro…procuro…vejo temas para todos os gostos…continuo…e vejo o Blitz. O Blitz revista e não o Blitz jornal!
Atenção que existe uma grande diferença! O Blitz jornal foi um grande veiculo de informação para muitas gerações. Música e muita boa música. Maioritariamente independente e mainstream, mas não só. Como boa música que sabia avaliar também dava os seus créditos a quem de bem os valesse. Uma Madonna não passava despercebida!
Ao nível do Blitz, havia poucos, que com o tempo desapareceram: é o caso do se7e. Outros se seguiram, mas com poucco sucesso e tiveram o final previsto: a extinção! Ficou o monopólio. O Blitz era o único que se mantivera. Mas sofrera alterações. O monopólio faz destas coisas.
Foi-se gradualmente tornando mais fruto das pressões das editoras e cada vez menos um veiculo para promoção de música de qualidade.
Sobra o Y no público e o suplemento do dn. Mas não são revistas musicais, são de cultura.
Robbie Williams na capa? Será que isto alguma vez tinha acontecido no antigo Blitz? Dúvido. Agora parece mais uma revista Portuguesa mais ao género de uma BRAVO que outra coisa.
Não sou contra a mudança, pelo contrário, mas a favor da mudança com qualidade. Em Portugal, cada vez mais pareçe que querem modelar a personalidade do Português para o que é mediocre e não para realmente fazer o que é necessário: criar oportunidades para o génio Português desenvolver.
Enfim, é por isso que em Portugal as grandes editoras criam o monopólio das tabelas e as novas tendências percorrem circuitos muito estreitos. É por causa disso que a música electrónica nunca foi bem vista por cá: é considerada diferente. E os Depeche Mode apanharam por tabela. Banda electrónica que enche estádios ?!? (torce o nariz!)